segunda-feira, 8 de julho de 2024

O extremismo ressurge no mundo

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

O extremismo começa a ressurgir no mundo

 

08.07.2024

 


Em 2017, Emily Bell, Diretora do Centro Tow para o jornalismo digital da Universidade de Columbia, em Nova York declarou que o extremismo que vimos acontecer no início do século vinte, reemergiu recentemente porque não tínhamos um ambiente econômico, político, estável. Na época cheguei a concordar, mas hoje, olhando para o mundo, chego à conclusão de que essa não é uma tese que se aplique indiscriminadamente a todo o globo terrestre.

Vejo o mundo em um crescimento desenfreado, tanto na sua população quanto no seu consumo, aumentando a concorrência e as disputas econômicas, sociais e principalmente, individuais. Isso faz com que grasse também a insensibilidade quanto aos problemas sociais, afastando os indivíduos até da religião ou pior, usando-a para justificar seus atos desumanos.

O maior ou menor grau no posicionamento político e social de cada grupo, vai situa-lo inclusive em um dos pontos do espectro político, do estremo nacionalismo antiquado à democracia plena e livre, sem restrições a escolhas de sexo, cor da pele, religião ou raça. Acreditamos, inclusive, que essas restrições, discriminações generalizadas são formas de afastar parcela da sociedade do mundo dos grupos que erradamente se auto intitulam de patriotas ou nacionalistas.

Felizmente essa onda da extrema esquerda tem chamado a atenção da sociedade como um todo, que tem reagido e afastado essa extrema esquerda que ignora parcelas da sociedade, como se estas não façam parte do ambiente social que merece as mesmas oportunidades oferecidas pelos poderes constituídos, como assistência à saúde, educação, segurança, moradia, etc.

Aliás, discriminação é o que não falta no nosso Brasil, desde que os portugueses aqui aportaram em 1500, e começaram a “usar” a população indígena originária, seguida dos negros mais tarde, e os mestiços resultantes dessa miscigenação de raças.

Assim, face aos males causados por essa discriminação, a sociedade brasileira deve acordar para as consequências nefastas causadas por tal posicionamento antiquado, deixando o espaço aberto para um ambiente mais digno, mais cristão e mais sadio.

WILTON OLIVEIRA

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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

Consequências de uma guerra

17.11.2023

A campanha eleitoral de 2022 deixou feridas na sociedade brasileira, que acredito serem difíceis de cicatrizar, pelo menos a curto prazo. Foi uma campanha tremendamente forte de combates verbais vergonhosos e mentiras pra todo lado; qualquer fato interno ou externo poderia ser aproveitado. Foram buscar apoio até do “amigo” Donald Trump, o qual ao final terminou sendo colega aqui, nas acusações em querer fraudar o resultado das eleições, e em tentar um golpe de estado. As eleições terminaram, os objetivos sórdidos e antidemocráticos não foram alcançados, mas o sentimento de ódio ficou latente, em fogo brando, pronto para ser acionado sob qualquer pretexto em qualquer evento que pudesse ser usado para atacar o atual governo. E o momento chegou: a guerra entre Israel e o Hamas, por motivos que pouco se conectam ao Brasil, mas que por conta do cargo que o Brasil ocupou no Conselho de Segurança da ONU, e algumas opiniões emitidas pelo nosso presidente foram utilizadas e distorcidas para servirem e alimentarem a campanha do ódio, aproveitando-se de uma data como a da Proclamação da República. E qual foi o símbolo usado por porta bandeiras na passeata deste 15 de novembro em Salvador, acompanhada por cerca de cento e cinquenta manifestantes? A de Israel, qual o sentido? O que tem este país a ver com a essa nossa data? Nada, apenas demonstra a permanência da triste divisão política entre nós, que tantas feridas tem causado em todos os níveis sociais, provocando inimizades e afastamentos até entre familiares e amigos de longa data. São argumentos de pessoas fracas de inteligência, que apenas desejam perpetuar seus próprios sentimentos de ódio, que em nada contribuem com a paz social.

Comparar as posições políticas de Israel e o Hamas, com as filosofias políticas da direita e esquerda brasileiras, remete-nos a uma distância imensa de inutilidade dialética. Pode servir apenas de pretexto para quem não tem o que fazer, ou o que pensar.

WILTON OLIVEIRA

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sábado, 11 de novembro de 2023

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

Convivência

11.11.2023

Que critérios podemos utilizar para conhecermos bem uma pessoa com quem vamos conviver, e identificarmos características que serão perfeitamente toleráveis e farão da nossa vivência a dois uma experiência de felicidade, paz e harmonia? Não creio que essa fórmula esteja disponível facilmente, mas é possível que possamos identificar alguns aspectos que podem ajudar nessa busca, e minimizar os problemas futuros que diferenças gritantes entre um casal possam dificultar a convivência a dois.

Pela minha experiência, posso citar alguns, a saber:

1.    Diferenças de classe social;

2.    Diferenças de nível educacional;

3.    Vocabulário usado na conversação usual;

4.    Níveis de dependência financeira de um e de outro;

5.    Nível cultural;

6.    Diferenças de religião não costumam exercer interferências significativas;

7.    Respeito.

Alguns desses aspectos podem ser superados ao longo do tempo, a depender da resiliência de cada um, do desenvolvimento pessoal de um ou outro cônjuge, e evidentemente, do amor que possa existir.

Indivíduos de classes sociais muito distintas entre si, normalmente têm seus próprios costumes, linguagem, locais de frequência e até a forma de se vestir e se expressar. Esses polos quando muito diferenciados tendem a interferir nos relacionamentos, que se não trabalhados poderão facilmente atingir o estágio do rompimento, e o sofrimento.

Algo que frequentemente interfere nessa convivência marital de que estamos falando, é o lado financeiro de um e de outro, pois hoje em dia prevalece a independência dos cônjuges para a estabilidade emocional do casal.

Mas o amor ainda é o ingrediente que ajuda a salvar essas relações ameaçadas. Mas que é difícil sustentar uma situação dessas por muito tempo, é verdade.

WILTON OLIVEIRA

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domingo, 25 de dezembro de 2022

 

ODISSEIA SENTIMENTAL

FIM DE ANO DE 2022

25.12.2022



2022 chega ao fim, e o barco de 2023 começa a enfunar suas velas rumo ao seu destino, ao qual todos nós, desejamos que cheguem em paz e com saúde, os nossos familiares e amigos.

Vemos as cores de Natal em quase todos os lugares por onde passamos, em luzes piscando na nossa árvore de Natal e em diversas outros símbolos que nos lembram do nascimento de Jesús, e que aqui no nosso hemisfério já é verão, o sol brilhando, muita alegria no ar nos rostos de todos, ou quase todos. Infelizmente esse clima de entusiasmo não é participado por muitos, pois não podemos esquecer que milhares de famílias ainda passam muitas necessidades nesse nosso Brasil, o que nos faz lembrar que cada um de nós também pode amenizar esta situação com a contribuição que estiver ao nosso alcance.

Estimo muito cada um de vocês, pois constituem o meu universo, a minha comunidade básica, com a qual sei que posso contar, pois possuem ombros amigos, de confiança, e acima de tudo transmitem uma energia que são o combustível indispensável para o meu viver. Sou e serei muito grato a todos.

O nosso caminhar é eivado de obstáculos, alguns percebemos, outros imprevistos, mas todos fazem parte da nossa vida, para a qual devemos nos preparar, rezar, ou no mínimo aprendermos a lição de cada topada, de cada tristeza, de cada ingratidão que sofremos. Nessa estrada da vida a religião é parte preponderante no sustento de nosso equilíbrio emocional, pois costuma acender um farol que é a esperança por dias melhores para todos.

FELIZ NATAL E FELICIDADES DURANTE TODO O ANO DE 2023

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WILTON OLIVEIRA

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

 

ODISSEIA SENTIMENTAL

ENCRUZILHADA DE VIDA

04.11.2022

Uma encruzilhada, um cruzamento de caminhos, um lugar onde você tem que decidir-se por uma das direções à sua frente, não pode ficar no meio delas, estagnado, pois outros pedirão passagem; a vida tem que seguir, pois é uma eterna oferta de oportunidades. A inércia nos conduz à fragilidade da nossa mente, do corpo que temos, além de nos tornarmos fardos inúteis no meio em que vivemos.  

Invariavelmente, cada um de nós se depara com uma situação dessas algumas vezes na vida, o que nos leva às escolhas, aos momentos em que temos que fazer as nossas opções. A vida é um eterno construir, e não devemos abdicar desse moto contínuo.   

A complicação acontece, quando começamos a pensar na situação que deixaremos ao escolhermos um dos caminhos; se pensamos assim é porque não estamos prontos para seguir em frente com a nossa nova escolha de vida; esquecemos que um futuro nos espera. Nesse ponto paramos, repensamos nossa vida, e nos certificamos do que realmente queremos. É amigos .... certas decisões não são fáceis de ser tomadas, mas precisam, seja para qual caminho trilhar, principalmente quando estamos terrivelmente incomodados com a nossa situação atual, e imaginamos que qualquer cenário não poderá ser pior que o atual; temos que pensar sim, no custo e no benefício desse futuro que nos espera.

Lembro-me de uma posição que eu ocupava em uma empresa, e em certo ponto, por vários motivos profissionais decidi que não conseguiria mais ficar, e que teria que pedir demissão. Após refletir longamente, dirigi-me ao presidente e comuniquei a ele que iria sair, como o fiz nos trinta dias seguintes. Eu não tinha proposta alguma em vista, apenas tinha confiança que eu conseguiria.

Pois é, a vida é cheia desses momentos, uns bons, outros nem tanto, outros excelentes, e assim eles seguem moldando nossas trilhas. Não podemos ter medo, temos apenas que ter bom senso.

WILTON OLIVEIRA

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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

 VOLTEMOS À PAZ

31.10.2022


Após tantos meses de acusações, demonstrações de raiva, inimizades até entre familiares, deveremos voltar ao normal, porque não teremos mais motivações fortes para discussões inertes, acaloradas que não acrescentam nada ao nosso cotidiano nem à nossa cultura, ou mesmo à nossa sobrevivência. Muitos grupos de conversas, antes dedicados apenas a notícias de interesse da própria turma foram desfeitos, ou perderam parte dos seus  membros por ofensas ou conversas ofensivas.

Efetivamente algo deve ser feito para direcionar os debates à propagação de programas propositivos dos candidatos que sejam de interesse da sociedade. Xingamentos e acusações vãs são parte de brigas de adolescentes, e não de candidatos a cargos eletivos, que pretendem nos representar perante instituições e outros chefes de Estado. O que todos querem saber é quais são as propostas para melhorar as condições de vida do brasileiro, e isso tem sido muito  ausente nas campanhas de um modo geral.

Mas agora que a eleição foi definida, quando todos os ânimos dos eleitores coerentes e sensatos deveriam estar serenados, vemos essa provocação inútil, infantil e antipatriótica por parte de eleitores do candidato derrotado, de que o Brasil está de luto. Não consigo entender a lógica desse raciocínio, pois o bem maior envolvido nessas eleições foi a democracia, a qual saiu enormemente viva e fortalecida de um pleito, em que muito foi tentado para tentar prejudica-lo, iniciando pelo ataque à lisura das urnas e ao TSE, o que demonstrou-se inútil, dadas  às inúmeras provas em contrário. Insistir nessa campanha do luto é um desserviço ao país, e tenho certeza que a mesma não será encampada pela maioria dos apoiadores do atual presidente, aí incluídas as principais autoridades civis e militares do nosso Brasil.

Deveremos sim, VOLTAR À PAZ tão almejada !

WILTON OLIVEIRA

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quarta-feira, 24 de agosto de 2022

 


CONVIVÊNCIA E SOBREVIVÊNCIA

24/08/2022

 

O homem por ser gregário, normalmente vive em grupos, famílias, tribos, clubes, etc. Sempre foi assim, e sempre será.

 Não existe um ser humano igual a outro; somos diferentes em essência, e como tal temos diferenciados os pensamentos, o físico, os usos e costumes. Quando convivemos uns com os outros, vamos percebendo as diferenças e aí, a depender do nosso nível de resiliência, do nível de respeito que cada um devota ao seu próximo, e quem sabe, até de mágoas do passado não esquecidas, podem começar problemas de insatisfação, de discórdia, acontecendo explosões e agressões sem limites.

Cada um de nós tem um conceito próprio do que seja falta de respeito, mas só a convivência nos ensina o que seja a “falta de respeito”, porque existe um pouco de subjetividade nessa expressão, muito embora existam alguns limites que são fronteiras comuns de aceitação a quase todos, como os xingamentos, as calúnias, as mentiras, etc. Esses são inaceitáveis na maioria dos ambientes considerados de pessoas “bem educadas”.

O que cada um de nós considera aceitável irá definir o tamanho do problema que iremos enfrentar e o quanto iremos aceitar. O que estamos falando não é receita da boa convivência, pois esta não existe; existem sim, pessoas que conseguem aceitar por longo tempo, calados, assuntos indesejáveis, mas que em algum momento irão explodir, pois temos limites de aceitação diferenciados. Desentendimentos também podem ser minimizados se houver algum tipo de comprometimento comportamental de parte a parte.

O ditado “Quando um não quer dois não brigam” é uma verdade apenas relativa, pois se um dos dois apenas ficar calado, poderá estar acumulando sentimentos que explodirão em algum momento futuro.

Uma atitude importantíssima em qualquer conversa ou discussão, é sabermos dosar as palavras que usamos; palavras ditas não voltam atrás, e não adianta depois dizer que “não foi aquilo que quis dizer”, pois a mágoa já se estabeleceu, e fica mais difícil retornar à situação anterior.

Eu sou um pouco explosivo, e sei que não é fácil a manutenção da calma todo o tempo, daí o conhecimento que tivermos, e o nível de respeito que devotarmos um ao outro, ajudará em muito a manutenção da paz, da boa convivência, ao lado dos momentos de uma boa conversa que pudermos estabelecer entre as partes.

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quarta-feira, 6 de abril de 2022

O DESINTERESSE POLÍTICO DOS ESTUDANTES

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

O desinteresse político dos estudantes

06.04.2021

Muito embora o Brasil esteja vivendo um período bastante intenso em que a disputa pela reeleição tenha se tornado uma demonstração de radicalismo de ideologias, disputas sanitárias e declarações de fobias de todo tipo, campanha essa entremeada por alguns poucos políticos que disputam posições, essa luta tornar-se-á tão mais intensa quanto vai se reduzindo o prazo para o dia das eleições, enquanto o candidato do governo continua ainda distante do primeiro colocado.

A participação popular aberta é quase nula, como é próprio do nosso tempo, diferentemente de outras épocas, quando as passeatas e comícios, agora proibidos pela Justiça Eleitoral, movimentavam as campanhas. Também políticos de um modo geral manifestam-se pelas redes, formando esse caldeirão político próprio de campanhas eleitorais.

Lembrei-me agora dos estudantes. Onde estão os estudantes? A agitação muito própria dos jovens também foi arrefecida por novos usos e costumes, e há muito não é percebida pela sociedade. Lembremo-nos de que muitos dos atuais parlamentares iniciaram sua vida pública nos embates políticos de quando eram estudantes. Sinto não ver a juventude se manifestar, com o seu ardor próprio.

Esses últimos dois anos de pandemia, com todo mundo em casa, isolou a juventude das suas turmas e dos questionamentos próprios da idade. Mas bem antes disso, com a disseminação do celular e das redes sociais, a aglomeração de jovens dá-se mais em festivais de música, onde vez por outra sabemos de algumas manifestações políticas.

O desinteresse do jovem pela política e sua participação nela é evidenciada na acentuada queda do nível de alistamento eleitoral recente. Entre 2016 e 2021, a queda foi de 68,2%; Isso já sinaliza o que a juventude pensa sobre a política.  

O que vemos é um certo distanciamento desse extrato social das discussões dos destinos do país. Os universitários seguidos dos secundaristas, sempre participaram dessas discussões, seja nos seus ambientes escolares, seja nas ruas onde se manifestavam através de palavras de ordem fortemente incentivadoras aos seus objetivos do movimento.

Como consequência, não surgem renovações de ideias que possam provocar a manifestação da sociedade e a empolgue. Assistimos ao envelhecimento das câmaras estaduais, municipais e federais, nas quais os mais novos desses grupos, invariavelmente são filhos ou herdeiros políticos dos mais velhos, impedindo o rejuvenescimento das ideias e soluções para os inúmeros problemas da nossa sociedade. São problemas como a falta de rede de esgotos, a deficiente assistência à saúde e educação, a falta de uma reforma tributária que permite que a inflação atinja sempre os mais necessitados, a falta de emprego que deixa famílias inteiras na penúria.  Quando a propaganda eleitoral começar, veremos surgir as propostas miraculosas. Enquanto isso, os políticos de plantão já estão cuidando de suas caixas e campanhas, seja pelo Fundo Eleitoral de $4,9 bilhões bancados por todos nós brasileiros, valor esse quase 200% maior que a previsão inicial, seja pelas manobras de corrupção como estamos vendo acontecer no Ministério da Educação, e na recente licitação de ônibus escolares, suspensa pelo Tribunal de Contas da União.

Voltando ao título desse blog, duvido que jamais voltemos a ver a participação maciça dos estudantes como outrora, muito embora essa energia latente da juventude possa vir a se manifestar de outras formas, caso sejamos atingidos por alguma ideia instigante e renovadora, por algum milagre da manifestação política.

Odisseia Sentimental

Wilton Oliveira


sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

FELIZ 2022!

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO


Pedir! Não é o que sempre fazemos? Pedimos tanto que esquecemos o que conquistamos, o que tivemos, o que somos, a família que nos acompanhou, as graças que alcançamos através da fé de cada um, a vida que temos, os amigos com quem compartilhamos as nossas alegrias, e por vezes alguma tristeza, a beleza da natureza que nos brinda diariamente, os sabiás e sanhaços que visitam minha janela onde coloco um pouco de fruta pra eles. Tudo e todos ao nosso redor somam para enriquecer cada compasso de nossa vida. Posso até agradecer as divergências políticas sem viés de ódio, pois estas dão um pouco mais de motivação para as conversas entre amigos.

Amigos, amigas, filhos, netos, genro e nora, entre o fim de um ano e o início de outro, estão concentradas tantas energias positivas, que naturalmente somos atraídos, ou melhor, cooptados, para um novo tempo, que floresce repentinamente e que nos deslumbra com tantos votos e visões do mundo que estamos sempre a pedir.

O que conseguimos no decorrer da refrega que travamos anualmente pela nossa sobrevivência e a de nossa família, acredito que seja sempre fruto do esforço e merecimento de cada um. Esforço já sabemos o que é, mas o que temos que fazer para sermos merecedores, e de quem? De minha parte acredito Naquele que morreu na cruz por nós, mas cada um deve também seguir o melhor possível a filosofia ou as recomendações de sua religião. De quanto cada um é seguidor, acredito que depende as bênçãos que recebe.

O que devemos afastar de nossas mentes são os sentimentos de ódio, de vingança, tais pensamentos não devem existir em momento algum da nossa vida, e principalmente nessa virada de ano que acontece agora. É como na letra da música de Durval Lelis, xou satanás! Na casa do Senhor só deve existir o bem, desejos de felicidade, de saúde e prosperidade, é o que desejo a todos vocês. FELIZ 2022!

 

WILTON OLIVEIRA

odisseiasentimental.blogspot.com.br

Pedir! Não é o que sempre fazemos? Pedimos tanto que esquecemos o que conquistamos, o que tivemos, o que somos, a família que nos acompanhou, as graças que alcançamos através da fé de cada um, a vida que temos, os amigos com quem compartilhamos as nossas alegrias, e por vezes alguma tristeza, a beleza da natureza que nos brinda diariamente, os sabiás e sanhaços que visitam minha janela onde coloco um pouco de fruta pra eles. Tudo e todos ao nosso redor somam para enriquecer cada compasso de nossa vida. Posso até agradecer as divergências políticas sem viés de ódio, pois estas dão um pouco mais de motivação para as conversas entre amigos.

Amigos, amigas, filhos, netos, genro e nora, entre o fim de um ano e o início de outro, estão concentradas tantas energias positivas, que naturalmente somos atraídos, ou melhor, cooptados, para um novo tempo, que floresce repentinamente e que nos deslumbra com tantos votos e visões do mundo que estamos sempre a pedir.

O que conseguimos no decorrer da refrega que travamos anualmente pela nossa sobrevivência e a de nossa família, acredito que seja sempre fruto do esforço e merecimento de cada um. Esforço já sabemos o que é, mas o que temos que fazer para sermos merecedores, e de quem? De minha parte acredito Naquele que morreu na cruz por nós, mas cada um deve também seguir o melhor possível a filosofia ou as recomendações de sua religião. De quanto cada um é seguidor, acredito que depende as bênçãos que recebe.

O que devemos afastar de nossas mentes são os sentimentos de ódio, de vingança, tais pensamentos não devem existir em momento algum da nossa vida, e principalmente nessa virada de ano que acontece agora. É como na letra da música de Durval Lelis, xou satanás! Na casa do Senhor só deve existir o bem, desejos de felicidade, de saúde e prosperidade, é o que desejo a todos vocês. FELIZ 2022!

 

WILTON OLIVEIRA

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

CALMARIA POLÍTICA

 Apesar de alguns poucos e previsíveis destemperos de Bolsonaro, que insiste desde o começo da pandemia em atacar a vacina contra a COVID, inclusive atrasando a sua compra, bem como minimizando as medidas pessoais de defesa sanitária, estamos vivendo um pouco de calmaria nessa guerra de ódio ideológica iniciada e estimulada por ele, guerra essa única em toda a minha existência.

Acredito que um dos motivos desse aparente sossego seja influenciado pela alta rejeição do presidente pelos eleitores brasileiros (cerca de 64%), o qual não conta com a aprovação de nem 20% do eleitorado. Esses índices devem estar jogando muitos tanques de água gelada no ânimo belicista do capitão presidente, que tem certeza que seu comportamento não está agradando.

Um outro peso nas costas do morador do palácio do planalto, é o desastre da política econômica que já fez com que o Banco Central aumentasse a taxa SELIC, e concorreu para o disparo da inflação que já bateu em 10%, tendo como um dos maiores responsáveis a altíssima majoração dos combustíveis, com a gasolina aumentando 74% e o diesel 64,7%, neste ano de 2021. Como praticamente tudo o que consumimos é transportado por caminhões, a alta do custo de vida que sempre massacra os mais pobres, é inevitável.

É bem verdade que essa trégua é curta; a partir de 16 de agosto de 2022 inicia-se a campanha eleitoral, conforme calendário, já divulgado pelo TSE. A partir dessa data o clima político costuma esquentar bastante, apesar de a norma tornada pública, puna com multas e prisão a divulgação de fatos mentirosos para influenciar eleitores.

O que une verdadeiramente todos os brasileiros, não é a discussão de ódio ideológica, porque isso não lhes põe comida na mesa, não paga sua água e sua luz, não paga seu aluguel, nem tampouco o transporte e as despesas escolares dos seus filhos. Aqui em Salvador, o prefeito já anunciou hoje que o transporte público será majorado em cerca de 10%, que, aliás, deverá ser o mesmo índice de reajuste do salário mínimo.

WILTON OLIVEIRA

Em 17/12/2021

 

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

A VIDA NÃO É COMO NÓS QUEREMOS

 

DIÁRIO   DE   UM   CIDADÃO

A VIDA NÃO É COMO NÓS QUEREMOS


30/08/2021

Desde cedo convivemos com muitos sonhos que um dia pensamos em realizar. Alguns são abandonados em seguida, a outros damos continuidade, e outros nascem nos nossos pensamentos, normalmente recheados de planos, amores e fantasias.

Conforme vamos nos desenvolvendo, dependendo do meio da nossa convivência, da orientação dos nossos pais, das escolas que frequentamos, vamos formando a nossa personalidade, e ela vai ditando as nossas sensibilidades, as nossas preferências, a nossa visão da sociedade, do mundo em que vivemos, e como reagiremos a tudo. Evidentemente isso não é uma receita, pois conhecemos muitas personalidades cujas ações posteriores não condizem com o seu passado vivido, mas podemos dizer que são exceções.

Sonhamos, percebemos, agimos, choramos, segundo ditam as nossas mais finas fibras do nosso organismo, e segundo os nossos mecanismos de controle interno, formados por toda a educação que recebemos; os mesmos vão orientando como reagimos a cada provocação da nossa vida.

Porque uns são a favor e outros são contra determinadas coisas, filosofias ou políticas? Não é porque queiram ser a favor ou contra, mas porque sentem dessa maneira, e lhes parece certo; mas com certeza ninguém é dono da verdade, e o respeito deve prevalecer no meio, e que infelizmente nem sempre acontece. Neste caso surgem os aborrecimentos, inimizades, às vezes até agressões físicas, partidos políticos, etc.

No Brasil atual estamos vivenciando muito dessas reações, no meu entender estimuladas por quem deveria estar governando o país, criando programas de emprego e renda para os quatorze milhões de desempregados. Ao contrário, vive criando crises uma após a outra, com ideias que nada ajudam a economia, como a urna com impressora, projeto de acabar com a obrigatoriedade da máscara, comprar fuzil ao invés de feijão, propor impeachment de ministro do STF, e outras asneiras. 

O que estamos vendo ultimamente é uma sociedade na qual uma pequena parte (felizmente cada dia menor) se debate em atitudes cada vez mais agressivas, tentando manter a todo custo um poder que vê se esvaindo pelos estertores de um líder desesperado, temendo a perda desse poder, e pior, a prisão, como consequência dos inúmeros atos insensatos e palavras agressivas contra minorias e instituições da república.

A tensão entre os poderes da República chegou a tal estado de tensão, que o presidente da FIESP, Paulo Skaff, conhecido apoiador do presidente chegou a redigir um manifesto denominado “A praça é dos três poderes”, mas o Palácio ameaçou retirar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica dos associados da Febraban.

Mas a democracia é o regime que adotamos. Aqueles que elegemos e não nos servem como esperávamos, serão afastados nos próximos pleitos. Essa é a regra do jogo; isso é o que a grande maioria no momento quer.

WILTON OLIVEIRA

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quinta-feira, 15 de julho de 2021

 


UM BRASIL INTRANQUILO

Confesso a minha intranquilidade em relação ao momento político atual, e a maioria com quem eu falo também externa o mesmo sentimento.

 A mídia de um modo geral está com boa parte dos espaços de reportagem, preenchidos com escândalos quase que diários que ocupam o noticiário político, além da própria pandemia que preenche a outra parte, para tristeza e apreensão dos parentes de mais de quinhentos mil brasileiros.

A nossa apreensão vai ficando maior; a economia pode voltar a cair de novo após esta pequena trégua, que foi ajudada pelos recursos altamente alvissareiros do campo, que tem sustentado o lado positivo da nossa balança de pagamentos.

Mas no lado pessoal e político algumas feridas vão se acumulando, como as mortes de inúmeros amigos e familiares, desentendimentos vários, as inimizades, os afastamentos, inclusive dentro de famílias, tudo sendo alimentado a partir do radicalismo e negativismo de quem deveria dar o exemplo: os líderes e próceres políticos de todos os níveis municipais, estaduais e federais dos poderes legislativo, judiciário e executivo. Acredito que não seria exagero meu, afirmar que estamos atravessando uma época ímpar e triste da nossa história, pelo menos para a grande maioria da população brasileira da atualidade.

A falta de respeito às minorias e aos mais necessitados, a falta de compostura dos líderes do país, usando um linguajar por vezes chulo, incompatível com o cargo que representam, estão minando pouco a pouco o respeito e a credibilidade aos que comandam nosso país, o qual tem perdido até a seriedade com que sempre foi encarada a nossa diplomacia no exterior.

O ódio e o negativismo já colocou a sociedade brasileira em polos absolutamente opostos e incompatíveis, posto que chegamos a um ponto de nível de discórdia que dificilmente retornará ao mesmo nível anterior de dois anos atrás.

Após uma boa fatia da sociedade ter sido enganada por vários meses, muitos estão acordando e descortinando uma realidade que ficou escondida um bom tempo, pela poeira do “antilulismo”, bandeira usada e abusada para esconder meandros escusos de uma família nada limpa e altamente dependente das tetas do governo, que agora  está sendo vista por muitos que lhe deram seu voto, agora arrependidos e mudando radicalmente de opinião, haja visto as suspeitas de corrupção, demonstradas em  recentes pesquisas de opinião.

A tese da terceira via para sairmos dessa dualidade,  infelizmente no momento está enfraquecida, mas sabemos que ainda nos resta algum tempo. Torço para que esta fase odiosa, inegavelmente construída por este governo, venha a ser amainada por comportamentos mais civilizados, compatíveis com um Brasil pujante, respeitado, que não seja alvo de chacota ao redor do mundo. O Trump americano do norte foi defenestrado pelo voto dos seus cidadãos; esperamos que o mesmo aconteça com o do nosso Brasil.

 

WILTON OLIVEIRA

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quarta-feira, 16 de junho de 2021

 

ODISSEIA SENTIMENTAL

A DIFÍCIL ENCRUZILHADA DO BRASIL



Desde que uma grande parcela dos eleitores brasileiros foi enganada e elegeu um capitão reformado, despreparado para o cargo maior do país, as discriminações que estavam contidas, afloraram com o incentivo do mesmo, e muitas delas de forma violenta. Dizem que foi um mal militar que esteve por um fio para perder o cargo, por atividades terroristas no exército.

A saudação preferida dos seus seguidores é o sinal de uma arma feita com a mão. Podemos acreditar em alguma mensagem de solidariedade e amor, de quem se comunica com um sinal que é o extremo oposto ao tradicional dois dedos do PAZ E AMOR? Um exemplo de incentivo à violência vinda do chefe maior da república é lógico que contamina muita gente, principalmente os já afeitos a comportamentos bestiais. Existe até projeto desse militar para isentar policiais de processos movidos contra os mesmos, por excessos de violência; é o projeto de Lei 882/19, apresentado à Câmara por ele como parte do pacote anticrime do ministro da Justiça Sérgio Moro, e acrescenta a esse artigo o seguinte parágrafo: “O juiz poderá reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção.” O excludente de ilicitude está previsto no artigo 23 do Código Penal, que exclui a culpabilidade de condutas ilegais em determinadas circunstâncias.

Os críticos do projeto afirmam que essa proposta representa uma espécie de carta branca para policiais matarem; e o fato é que as matanças estão aumentando.

É fácil julgar a incompetência desse capitão: em vinte anos de mandato de deputado federal nunca teve um projeto aprovado digno de monta. Como um indivíduo cheio de ódio e restrição a determinados grupos sociais pode liderar toda uma nação de forma satisfatória? IMPOSSÍVEL, ou pelo menos altamente IMPROVÁVEL!

O comportamento desse elemento na pandemia não poderia ter sido pior; fez o que pode para protelar a compra das vacinas, quis impor em vez das mesmas, um medicamento comprovadamente ineficaz, propiciando uma mortandade irresponsável, hoje em quase 500.000, além de lutar contra o uso de máscara e de aglomerações, através do mau exemplo de desafio às recomendações médicas e sanitárias.

Ele continua tentando enganar o povo, mas este cada vez mais retira o seu apoio. Como dizia Abraham Lincoln: “Você pode enganar muitos por pouco tempo, ou enganar poucos por muito tempo. O que você nunca vai conseguir é enganar todos todo o tempo”. ISSO VALE PARA QUALQUER UM QUE QUEIRA ARRASTAR UM PAÍS AO SABOR DAS SUAS VELEIDADES E IDIOSSINCRASIAS.

A situação eleitoral ainda não está decidida, e o pêndulo pró Bolsonaro cai cada dia mais um pouco. Não desejo nenhum dos dois cabeças de chapa atuais para o governo do Brasil, mas o candidato da direita, pelo seu comportamento até agora, com certeza não reúne qualificações para exercer um novo mandato.

E que Deus nos ajude!

WILTON OLIVEIRA

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terça-feira, 6 de abril de 2021

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

UM PRESIDENTE ACUADO

 06.04.2021

Amigos e amigas, é impossível não nos rendermos à evidência de que Bolsonaro efetivamente é responsável por grande parte das mortes pela COVID-19. Desde o início em março do ano passado, ele fazia pouco caso da pandemia, tratando-a como “gripezinha”, politizando as origens de algumas vacinas e dificultando as suas compras, chegando ao absurdo de desautorizar um seu ministro da saúde que havia declarado a autorização para a compra de uma delas. Em público o seu comportamento contrariava e continua contrariando todas as recomendações da ciência, desde a OMS até o seu próprio ministério, aparecendo em público sem máscara, debochando das aglomerações que provoca, e ignorando que o seu péssimo exemplo, com certeza influencia e/ou incentiva a muitos dos seus seguidores a fazerem o mesmo, e a prova estamos vendo nas constantes festas e comemorações que semanalmente estão sendo fechadas pela polícia. E continua fazendo pior, recomendando drogas para tratamento precoce da Covid-19, que não têm qualquer comprovação científica de eficácia, em qualquer fase da doença. Isso é caso de ser processado por atentado à saúde pública. Não vou nem falar em “impeachment”, pois que o mesmo já acumula mais de dez pedidos no Congresso Nacional.

Registramos recentemente a média de 2.300 mortes no Brasil, o que é mais que o dobro do segundo colocado no mundo, os Estados Unidos, com 978.

O seu comportamento torto e torpe, começou a incomodar o alto escalão das forças armadas, que colocando seus cargos à disposição, transformou-se na pior crise institucional entre o Poder Executivo e o Poder Militar, reafirmando-se este como um poder de Estado, e não de Governo, como quer o Presidente. Aliás, o general Edson Pujol, comandante do Exército afastado pelo presidente do qual foi colega de turma, chegou a afirmar que quando a política entrar pelas portas da frente dos quarteis, a indisciplina e a insubordinação saem pelas portas dos fundos; e esta foi uma das razões da antipatia do capitão pelo general.

Amigos e amigas, o sentimento predominante na sociedade é de apreensão, frente aos arroubos irresponsáveis do presidente. Esta semana ele irá a Chapecó porque o prefeito atribuiu a queda dos níveis da covid-19, principalmente ao uso do tratamento precoce. Pode um país confiar nesse elemento?

 

WILTON OLIVEIRA

odisseiasentimental.blogspot.com.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Um país desassistido

 



DIÁRIO DE UM CIDADÃO

Um país desassistido

15.01.2021


Estamos assistindo estarrecidos às últimas notícias sobre a situação sanitária do Estado do Amazonas, região falida de leitos e de oxigênio, gás vital que Bolsonaro está sendo obrigado a aceitar de Maduro, seu inimigo venezuelano, por absoluta incapacidade de suprir às necessidades do estado em agonia. Uma lástima política para ele.

Enquanto isso, a Índia recusou-se a fornecer dois milhões de doses prometidas ao Brasil, e o avião fretado para tal serviço ainda está em Recife, deixando o governo, no momento, apenas com a coronavac de origem chinesa, e para a qual o inimigo das vacinas do Planalto, torce o nariz, e não acena para qualquer planejamento que indique uma data confiável de início dessa vacinação tão esperada por todos.

Hoje assistimos a outra demonstração de desapreço a Bolsonaro, um panelaço em todo o país, que pode reforçar os 22 pedidos de impeachment que estão na mesa da presidência da Câmara dos Deputados.

Em paralelo segue o presidente mentindo descaradamente pelas poucas mídias que ainda lhe dão microfone, tentando desmoralizar a vacina como solução sanitária para a população, e descendo a ladeira da popularidade inclusive junto a quem lhe apoiou.

O governo procurou esconder o quanto pode, a quantidade de vítimas da covid-19, sonegando o Ministério da Saúde os números enviados pelos estados e municípios, obrigando toda a imprensa a organizar um consórcio para informar ao público em geral.

Enfim, estamos sem um presidente a quem possamos respeitar por suas atitudes de estadista, e nos defrontamos com casca dura, líder de uma família de filhos a quem a Justiça aponta como fortes suspeitos de realizar atos de corrupção e ilegalidades diversas.

Estamos bem servidos, amigos?

WILTON OLIVEIRA

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

A TRANSIÇÃO DE UMA ERA

 

ODISSÉIA SENTIMENTAL

A TRANSIÇÃO DE UMA ERA

05/10/2020

  Com a pandemia que se instalou no mundo e no Brasil, a cada dia que passa estamos percebendo que não somos mais os mesmos de antes; nem existem mais os mesmos de antes, pois estes já não estão mais entre nós; também as famílias com suas dores, o comércio, a indústria, os poderes constituídos e as relações entre os mesmos. Mudou a forma de aproveitarmos o nosso lazer, assistirmos a um espetáculo, frequentarmos um bar, um restaurante, sairmos às compras. Mudou a forma de como boa parte dos trabalhadores executa sua produção; muitos totalmente em casa; poderíamos imaginar algo assim? Jamais me imaginei ausente de um aniversário de um membro da família ou amigo, ou deixando de os visitar quando doentes.

São muitas as mudanças, algumas imperceptíveis hoje, mas que ao longo do tempo provocam estremecimentos entre os casais, esteios da família e da sociedade. O número de separações cresceu mais de 30% na pandemia, assim como a violência contra a mulher. Os templos religiosos foram fechados, dificultando a observância de cada um de seus deveres para com a sua própria igreja. Observem o comércio de conveniência nas redondezas de sua casa, e vejam quantos estabelecimentos fecharam ou dão sinais de.  Até julho, mais de 700.000 empresas fecharam as portas desde o início dessa catástrofe que se abateu no Brasil; a taxa de desemprego está em mais de 13%, o que afasta do mercado formal mais de 9 milhões de trabalhadores. Não poderíamos imaginar nada pior em tão pouco tempo.

Cicatrizes na alma, nos relacionamentos pessoais, comerciais, financeiros, intelectuais, já estão fincados no nosso ser e assim permanecerão por um longo tempo, que só o nosso bom Deus sabe quanto. Aliás, é a Ele que temos que recorrer, pois ao povo em geral muito pouco de socorro efetivo é chegado para sustentar tantas adversidades em tão pouco tempo.

E que esse Deus nos ajude, com a intercessão de Nossa Senhora Aparecida!

WILTON OLIVEIRA

odisseiasentimental@blogspot.com.br


sábado, 20 de junho de 2020

O QUE É SER DE ESQUERDA OU SER DE DIREITA


ODISSEIA SENTIMENTAL


O que é ser de esquerda ou ser de direita

20/06/2020

Banco de imagens : mar, agua, vento, navio, transporte, veículo ...Desde quando acompanho a política de um modo geral, especialmente a do Brasil, jamais os termos “direitista” ou esquerdista” estiveram tão distantes um do outro, separados por sentimentos e manifestações de ódio, que desde as últimas eleições, já terminaram com muitas amizades e até laços familiares foram desfeitos.

Mas, o que é “ser de esquerda” ou ser de direita” ? Essas ideologias foram criadas durante as assembleias na França do século XVIII. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1799).

Com a Assembleia Nacional montada para criar a nova Constituição da França, as classes mais ricas, partidárias do rei não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito do presidente da Assembleia, de modo a evitar os gritos, os juramentos e indecências que tinham rédea livre no lado oposto. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao conservadorismo da elite francesa.

Com o passar do tempo, as duas expressões passaram a ser usadas em outros contextos. Atualmente, por exemplo, os partidários que se colocam contra as ações do regime vigente (oposição) seriam entendidos como “de esquerda” e os defensores do governo em vigência (situação) seriam a ala “da direita”. Embora os dois lados realizem reformas, uma diferença seria que a esquerda busca promover a justiça social enquanto a direita trabalha pela liberdade individual. 

Passados 221 anos da revolução francesa, ao invés de estarmos mais unidos, abrimos um espaço ainda maior entre os dois lados, e essas ideologias conflitantes espalharam-se pelo mundo nos dias atuais. Entretanto, aqui no Brasil, criou-se um sentimento forte de ódio, nascido ou saído do armário a partir da eleição de Bolsonaro. Tal sentimento de repulsa por quem não apoiou o estagiário presidente, jamais foi visto neste país. E essa radicalização foi e continua sendo alimentada por um tal gabinete que dispara milhares de fake news, dividindo ainda mais a população, que na sua imensa maioria só deseja saúde, emprego e segurança. Infelizmente o nosso presidente não é da paz, foi formado para a guerra como ele mesmo já disse.
WILTON OLIVEIRA

terça-feira, 2 de junho de 2020

Tempos intranquilos , insuportáveis


ODISSEIA SENTIMENTAL

TEMPOS INTRANQUILOS, INSUPORTÁVEIS

02/06/2020
Barco a vela Papel de Parede HD | Plano de Fundo | 2560x1920 | ID ...Sexta-feira, 22 de maio de 2020 foi um dia em que as repercussões da divulgação de um vídeo de uma aglomeração de funcionários públicos, apelidada de reunião ministerial, de baixíssimo nível, me atingiram bastante, causando-me uma intranquilidade imensa quanto às consequências políticas, sociais e também econômicas. Naqueles momentos reportei-me às angústias que vivi em 1968, quando ainda estava na faculdade. Foi muita baixaria naquela reunião, em nível incompatível com a posição dos seus participantes, quando a democracia foi atacada em vários momentos, com ameaças diretas a governadores e prefeitos (ameaçados de prisão pela ministra da cidadania) aos ministros do Supremo Tribunal Federal, a quem o ministro da educação chamou de “vagabundos”, e ao poder legislativo que o ministro do meio ambiente sugeriu que se aproveitasse o momento dessa pandemia para tentar fazer aprovar projetos de interesse do governo, a toque de caixa.
A minha antipatia a esse capitão alçado a presidente, aumenta na mesma ordem em que aumenta a rejeição dos eleitores à sua administração.
Meu Deus! Será possível que merecemos um incompetente como esse Bozo, que passa as 24 horas do dia planejando ações para proteger a sua família, esquecendo que foi eleito como presidente de todos os brasileiros? Os 27% que ainda apoiam ele, é movido pelo veneno do ódio, do espírito ditatorial, do racismo, da misoginia e da ignorância.
Amigos e amigas, senti muita intranquilidade quanto ao nosso futuro político, econômico e social; as consequências negativas que se somam ao já alto nível de desemprego, empresas fechando as portas, cidadãos desesperados procurando a todo custo livrar-se da falta de recursos para sustentar a família, somados à insegurança sanitária e policial, causa-nos a pior das infelicidades.
A pandemia está causando a maior parte da nossa intranquilidade, estamos confinados em nossas casas (pelo menos a maior parte do tempo), longe dos familiares, amigos, ambientes alegres), muitos depressivos e sem perspectiva de solução a curto prazo, amigos e parentes morrendo à nossa volta, o PIB nacional se aproximando dos dois dígitos, a produção industrial caindo, o índice de emprego desabando, e o merda do presidente só se preocupa em implementar a ditadura e preservar a sua família, um bando de desequilibrados que desequilibram a nação.
WILTON OLIVEIRA
Odisseiasentimental.blogspot.com.br