segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A impaciência com as instituições

DIARIO DE UM CIDADÃO

A impaciência com as instituições
17.11.2016

Resultado de imagem para barcos a velaDe uns cinco anos pra cá temos visto e lido sobre inúmeras manifestações públicas, muitas delas eivadas de comportamentos agressivos os mais diversos, chegando mesmo a ferir mortalmente um cinegrafista da Bandeirantes. Esta semana, no Rio de Janeiro, um grupo invadiu a Assembleia Legislativa, danificando instalações internas, proferindo palavras de ordem as mais diversas, culminando com o absurdo de clamar por ingerência militar no comando governamental. Nas últimas eleições em torno de 30% dos eleitores abstiveram-se de votar. E os fatos intranquilizadores não param de acontecer, como a falência nas finanças do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, a prisão dos ex-governadores do Rio de Janeiro, Garotinho e Sergio Cabral, etc..
O povo está cansado, descrente dos políticos e das instituições que os mesmos dirigem, pois a irresponsabilidade política causou um rombo de 170 bilhões de reais aos cofres combalidos desse pobre Brasil, destinados ao enriquecimento ilícito, ao luxo, à ostentação desenfreada de políticos de todos os níveis.
A pior consequência da gana dessa matilha de lobos desenfreados não é apenas para os cofres da nação que vê sua capacidade de investimento reduzida ao mínimo, menos escolas, menos hospitais, menos merenda para as crianças, menos atendimentos hospitalares, menos remédios, é também para o estado de espírito desse povo que se sente desprotegido, com futuro incerto, sem ao menos uma referência governamental em que se apoiar, pois só enxerga exemplos podres, indignos, e um futuro incerto.
Numa situação dessas as igrejas ficam cheias, pois só encontram a Deus para apelar. E que Ele nos ajude, amém.


WILTON OLIVEIRA

A encruzilhada da nossa segurança

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

A encruzilhada da nossa segurança

27.06.2017


Resultado de imagem para barcos a velaA sociedade brasileira está em uma verdadeira encruzilhada no que diz respeito à sua segurança.
O cidadão comum nem dentro de sua casa está protegido, pois as guerras de gangues em bairros do país resultam em tiros que invadem essas residências, ou atingem-no nas ruas, nas portas de suas casas, etc.
As Polícias Militares até têm se esforçado em aumentar os seus efetivos, mas se defronta com um obstáculo intransponível, que é a superlotação das delegacias e presídios.
Um balanço do Sistema de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça revela que a Bahia possui 10.234 presos, mas tem capacidade para apenas 6.919; a penitenciária Lemos de Brito, a maior de Salvador, deveria abrigar 1.030 presos, mas atende atualmente a 1.363. Em Feira de Santana, por exemplo, a unidade deveria abrigar 340 pessoas, mas atualmente concentra 1.015.
Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Luiz Flávio Gomes (http://www.ipclfg.com.br) verificou (a partir dos dados do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que no período compreendido entre 1994 e 2009, obtivemos uma queda de 19,3% no número de escolas públicas do país, já que em 1994 havia 200.549 escolas públicas contra 161.783 em 2009.
Em contrapartida, no mesmo período, o número de presídios aumentou 253%. Isto porque, se em 1994 eram 511 estabelecimentos, este número mais que triplicou em 2009, com um total de 1.806 estabelecimentos prisionais.
Conclusões:
1.    Existe uma inversão completa de valores, quando temos mais presídios que escolas;
2.    Os policiais prendem, mas não têm para onde levar os presos; os mesmos ficam até nas viaturas;
3.    Os policiais ficam desmotivados quando têm que prender um meliante várias vezes, e tenho certeza de que não raramente (a depender do crime) optam por dar uma surra;
4.    Os criminosos arruaceiros muitas vezes apenas são registrados e soltos, pois o risco à sociedade é baixo;

Resumindo: O NOSSO RISCO EM SAIR ÀS RUAS É ALTO. NÃO TEMOS ESTRUTURA QUE NOS PROTEJA DA NOSSA DOENÇA SOCIAL.


WILTON OLIVEIRA

A decepção do pós-impeachment

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

A decepção do pós-impeachment
26.11.2016


Resultado de imagem para barcos a velaMilhões de brasileiros estão atônitos com as evidências de comportamentos antiéticos de membros influentes do governo, respingando até no presidente. Estes brasileiros também assistem ao salve-se quem puder no Congresso Nacional, onde suas excelências fazem o que mais sabem, que é cuidar da própria pele, pois estão assustados com os tentáculos da Lava-Jato que os estão alcançando.
O movimento “Fora Dilma” não visava apenas tirar a presidente, mas acima de tudo almejava um retorno a um desenvolvimento crescente, um governo ético, competente, com membros confiáveis colocando o interesse público acima de quaisquer outros. Confesso que nunca acreditei nisso, pois além dos personagens serem praticamente os mesmos, infelizmente as nossas instituições, de um modo geral, não estão mais merecendo a confiança da população, tendo em vista a sujeira em que estão envolvidas.
Vejam o comportamento do presidente da república frente ao caso do seu ministro de confiança, e o desse próprio ministro envolvendo seus interesses pessoais com a coisa pública. Observem o comportamento da câmara dos deputados sinalizando anistia para o caixa dois, e o senado querendo uma lei que amordace juízes e promotores.
Foi para liberarmos toda essa sujeira que um impeachment foi aplicado à presidente? Estamos mais éticos? Mais confiáveis? A impressão que estamos tendo é que a sujeira ainda está pior.

Pobre Brasil!

sábado, 26 de agosto de 2017

A decepção do eleitor

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

A decepção do eleitor
22.10.2016

A decepção com a política como um todo me levou a anular o voto para vereador, pela primeira vez, este ano; e considero isso uma escolha consciente. Vejo também que o meu sentimento é compartilhado por boa parte dos eleitores do Brasil, onde a soma dos votos nulos, brancos e abstenções foi superior ao primeiro colocado em dez capitais do país, entre as quais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e outras. Esse índice alto já tinha sido detectado em 2012, mas neste ano o crescimento foi bem alto; em São Paulo foi de cerca de 30%.
Verifica-se que o problema não é partidário. É de ausência generalizada de ética e respeito aos respectivos mandatos, pelos políticos, levando o cidadão a ignorar os candidatos, e, por conseguinte os partidos, que no nosso sistema eleitoral proporcional têm um peso desproporcional ao que pensa o eleitor de um modo geral. O desengano, a revolta e a decepção que os políticos estão infligindo ao povo brasileiro precisa ter um freio. Precisamos repensar uma alternativa para esse sistema que já está falido, e enfrentarmos com coragem o assunto VOTO DISTRITAL.


WILTON OLIVEIRA

A apatia de um povo

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

A apatia de um povo

01.08.2017
Estamos vivendo um momento deveras singular da nossa história. Enquanto explodem denúncias mis de corrupção pra quase que a totalidade dessa classe de inoperantes que é a política, lemos que os deputados federais mais votados do Brasil jamais propuseram uma medida de maior impacto que não fosse a nomeação de viadutos; que só o grupo dos 513 deputados federais custam mais de um bilhão por ano. E tem mais: São 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 28 partidos políticos com representação no Parlamento brasileiro e são pelo menos 52 partidos em fase de organização. Quantos absurdos, e mesmo assim o povo anda calado, acho que dá pra desconfiar, não acham?
Pois bem, amigos, o que está acontecendo é que a maioria de nós foi dominada por um sentimento de impotência, achando que por maior que seja a nossa revolta interior, o governo sempre acha uma forma de nos massacrar ainda mais, como o recente aumento dos combustíveis, que inflaciona despudoradamente a mesa do brasileiro. Sem falar nos milhões despejados por Temer no colo de deputados, para a compra das consciências de suas excelências.
Estamos apáticos porque estamos esperando o momento propício para darmos o troco a todos eles nas próximas eleições: NÃO IREMOS VOTAR EM CANDIDATOS QUE JÁ TENHAM OU TIVERAM MANDATOS.
Estamos apáticos conquanto revoltados com todo esse ambiente de corrupção generalizado: do presidente ao mais ínfimo executivo de uma prefeitura do mais distante rincão do país, todos ou quase todos se aproveitam do serviço público para roubar um pouco mais, sempre mais.
Estamos apáticos porque queremos uma contraprestação de serviços do poder público, digna dos mais de 30% de impostos, permitindo que o povo tenha um pouco de assistência à saúde, educação e segurança.
VAMOS DAR O TROCO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES!


WILTON OLIVEIRA

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

ATÉ ONDE PODEMOS IR COM A NOSSA FÉ?



Meu Jesús, vós que sempre me amparaste, acalentaste, me conduziste por vossas mãos nos caminhos de minha vida até agora, e que jamais me abandonaste, responda-me: até onde posso ir com a minha fé na vossa providência, sem me adentrar no espaço chamado acomodação? Até onde vai a fé e a conduta batalhadora?
Perdoe o meu momento de dúvida, mas ela é própria da fraqueza da carne com que nos formaste; somos frutos da Vossa criação, são Vossos os nossos defeitos e as nossas qualidades.
Vós me conheceis até à mais intima das células do meu corpo, e sabeis que lhe sou devotado, e por isso eu não deveria permitir que a dúvida invadisse esse coração; de maneira alguma.
O que posso fazer de forma consciente e dedicada é lutar pelas oportunidades que se me aparecem, de forma transparente, leal, devotadamente.
Mas aparece a pergunta: “porque não cavar as oportunidades?” Por que só consigo cavar o solo que me pareça propício, onde as intervenções que fizer sirvam de berço para sementes de frutos futuros. Não é bom semearmos em solo onde não temos segurança, onde vejamos a infertilidade, ou onde não vislumbremos uma chance de termos um sucesso satisfatório.
É certo que há momentos de incertezas, de lágrimas, às vezes copiosas, quando uns gostam de um ombro para recostar, e outros como eu, que choram silenciosamente e vertem lágrimas internas e externas, sentindo no mais profundo do ser, aquela tristeza, aquela melancolia que nos remete ao interior do nosso próprio eu, em ambiente sombrio, incerto, de onde só saímos aos poucos, quando a realidade nos chama, e o nosso Pastor permite.
Mas Senhor, permita-me chorar e não desesperar, permita-me Jesús, que eu veja a sua luz, e que seja cada dia mais leve a minha cruz.

WILTON OLIVEIRA

Incentivando a violência

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

Incentivando a violência
25.08.2017   
                                 
O país vive uma crise econômica, política, e por via de consequência, uma crise social, quando então estamos nos permitindo ser atingidos pelo veneno que de lado a lado é lançado, com farta munição de petardos cheios de agressões verbais as mais diversas, atingindo a todos que emitem qualquer opinião de simpatia ou antipatia a qualquer um dos líderes ou ideias que representam as atuais posições políticas no Brasil.
O interessante nessa sujeira toda, é que tem um campo nessa batalha que ninguém se atreve a defender, que é o lamaçal onde atuam os políticos, os quais nesse momento estão profundamente empenhados em defender as suas próprias peles, esquecendo os pobres mortais que votaram neles. Sobre esses pseudo legisladores ninguém tem coragem de estender qualquer capa de proteção.
É inevitável que cada um de nós tenha as suas próprias convicções políticas, mas também é inevitável que tenhamos que conviver em família, na sociedade, no trabalho, onde encontraremos e ouviremos outras opiniões, nem sempre coincidentes com as nossas, e aqui aparece o cerne da questão dessa minha opinião de hoje, que são as expressões agressivas para um ou outro lado, tornando às vezes o ambiente pesado, insuportável, desrespeitoso, e que pode descambar dependendo do nível e do estado de espírito em que nos encontramos.
Tenho testemunhado nas redes sociais (à exceção do Linkedin), inúmeras explosões contra um ou outro líder ou ideia, os quais embora ainda não representem qualquer maioria eleitoral, mas como são as bandeiras dessas ideias contrárias, quem quer que as defenda ou se suspeite de, termina sendo atingido pelas pedradas. Muitos dos vídeos, fotos e comentários que recebo, invariavelmente são muito tendenciosos, e vários deles eu nem os leio.
Meus amigos, o meu objetivo aqui é pedir que “baixem um pouco a bola”; desavenças entre nós mortais por causa dessa política suja que não nos representa, não acrescenta nada às nossas vidas, e pode prejudicar os nossos relacionamentos, porque em algum momento alguém ferirá os sentimentos do outro. Não estou pedindo que paremos de defender as nossas convicções, mas que o façamos com educação, sem qualquer tipo de agressão. Afinal de contas, “os cães ladram e as caravanas sempre passarão”.

WILTON OLIVEIRA