quinta-feira, 15 de julho de 2021

 


UM BRASIL INTRANQUILO

Confesso a minha intranquilidade em relação ao momento político atual, e a maioria com quem eu falo também externa o mesmo sentimento.

 A mídia de um modo geral está com boa parte dos espaços de reportagem, preenchidos com escândalos quase que diários que ocupam o noticiário político, além da própria pandemia que preenche a outra parte, para tristeza e apreensão dos parentes de mais de quinhentos mil brasileiros.

A nossa apreensão vai ficando maior; a economia pode voltar a cair de novo após esta pequena trégua, que foi ajudada pelos recursos altamente alvissareiros do campo, que tem sustentado o lado positivo da nossa balança de pagamentos.

Mas no lado pessoal e político algumas feridas vão se acumulando, como as mortes de inúmeros amigos e familiares, desentendimentos vários, as inimizades, os afastamentos, inclusive dentro de famílias, tudo sendo alimentado a partir do radicalismo e negativismo de quem deveria dar o exemplo: os líderes e próceres políticos de todos os níveis municipais, estaduais e federais dos poderes legislativo, judiciário e executivo. Acredito que não seria exagero meu, afirmar que estamos atravessando uma época ímpar e triste da nossa história, pelo menos para a grande maioria da população brasileira da atualidade.

A falta de respeito às minorias e aos mais necessitados, a falta de compostura dos líderes do país, usando um linguajar por vezes chulo, incompatível com o cargo que representam, estão minando pouco a pouco o respeito e a credibilidade aos que comandam nosso país, o qual tem perdido até a seriedade com que sempre foi encarada a nossa diplomacia no exterior.

O ódio e o negativismo já colocou a sociedade brasileira em polos absolutamente opostos e incompatíveis, posto que chegamos a um ponto de nível de discórdia que dificilmente retornará ao mesmo nível anterior de dois anos atrás.

Após uma boa fatia da sociedade ter sido enganada por vários meses, muitos estão acordando e descortinando uma realidade que ficou escondida um bom tempo, pela poeira do “antilulismo”, bandeira usada e abusada para esconder meandros escusos de uma família nada limpa e altamente dependente das tetas do governo, que agora  está sendo vista por muitos que lhe deram seu voto, agora arrependidos e mudando radicalmente de opinião, haja visto as suspeitas de corrupção, demonstradas em  recentes pesquisas de opinião.

A tese da terceira via para sairmos dessa dualidade,  infelizmente no momento está enfraquecida, mas sabemos que ainda nos resta algum tempo. Torço para que esta fase odiosa, inegavelmente construída por este governo, venha a ser amainada por comportamentos mais civilizados, compatíveis com um Brasil pujante, respeitado, que não seja alvo de chacota ao redor do mundo. O Trump americano do norte foi defenestrado pelo voto dos seus cidadãos; esperamos que o mesmo aconteça com o do nosso Brasil.

 

WILTON OLIVEIRA

www.odisseiasentimental.blogspot.com.br

quarta-feira, 16 de junho de 2021

 

ODISSEIA SENTIMENTAL

A DIFÍCIL ENCRUZILHADA DO BRASIL



Desde que uma grande parcela dos eleitores brasileiros foi enganada e elegeu um capitão reformado, despreparado para o cargo maior do país, as discriminações que estavam contidas, afloraram com o incentivo do mesmo, e muitas delas de forma violenta. Dizem que foi um mal militar que esteve por um fio para perder o cargo, por atividades terroristas no exército.

A saudação preferida dos seus seguidores é o sinal de uma arma feita com a mão. Podemos acreditar em alguma mensagem de solidariedade e amor, de quem se comunica com um sinal que é o extremo oposto ao tradicional dois dedos do PAZ E AMOR? Um exemplo de incentivo à violência vinda do chefe maior da república é lógico que contamina muita gente, principalmente os já afeitos a comportamentos bestiais. Existe até projeto desse militar para isentar policiais de processos movidos contra os mesmos, por excessos de violência; é o projeto de Lei 882/19, apresentado à Câmara por ele como parte do pacote anticrime do ministro da Justiça Sérgio Moro, e acrescenta a esse artigo o seguinte parágrafo: “O juiz poderá reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção.” O excludente de ilicitude está previsto no artigo 23 do Código Penal, que exclui a culpabilidade de condutas ilegais em determinadas circunstâncias.

Os críticos do projeto afirmam que essa proposta representa uma espécie de carta branca para policiais matarem; e o fato é que as matanças estão aumentando.

É fácil julgar a incompetência desse capitão: em vinte anos de mandato de deputado federal nunca teve um projeto aprovado digno de monta. Como um indivíduo cheio de ódio e restrição a determinados grupos sociais pode liderar toda uma nação de forma satisfatória? IMPOSSÍVEL, ou pelo menos altamente IMPROVÁVEL!

O comportamento desse elemento na pandemia não poderia ter sido pior; fez o que pode para protelar a compra das vacinas, quis impor em vez das mesmas, um medicamento comprovadamente ineficaz, propiciando uma mortandade irresponsável, hoje em quase 500.000, além de lutar contra o uso de máscara e de aglomerações, através do mau exemplo de desafio às recomendações médicas e sanitárias.

Ele continua tentando enganar o povo, mas este cada vez mais retira o seu apoio. Como dizia Abraham Lincoln: “Você pode enganar muitos por pouco tempo, ou enganar poucos por muito tempo. O que você nunca vai conseguir é enganar todos todo o tempo”. ISSO VALE PARA QUALQUER UM QUE QUEIRA ARRASTAR UM PAÍS AO SABOR DAS SUAS VELEIDADES E IDIOSSINCRASIAS.

A situação eleitoral ainda não está decidida, e o pêndulo pró Bolsonaro cai cada dia mais um pouco. Não desejo nenhum dos dois cabeças de chapa atuais para o governo do Brasil, mas o candidato da direita, pelo seu comportamento até agora, com certeza não reúne qualificações para exercer um novo mandato.

E que Deus nos ajude!

WILTON OLIVEIRA

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terça-feira, 6 de abril de 2021

 

DIÁRIO DE UM CIDADÃO

UM PRESIDENTE ACUADO

 06.04.2021

Amigos e amigas, é impossível não nos rendermos à evidência de que Bolsonaro efetivamente é responsável por grande parte das mortes pela COVID-19. Desde o início em março do ano passado, ele fazia pouco caso da pandemia, tratando-a como “gripezinha”, politizando as origens de algumas vacinas e dificultando as suas compras, chegando ao absurdo de desautorizar um seu ministro da saúde que havia declarado a autorização para a compra de uma delas. Em público o seu comportamento contrariava e continua contrariando todas as recomendações da ciência, desde a OMS até o seu próprio ministério, aparecendo em público sem máscara, debochando das aglomerações que provoca, e ignorando que o seu péssimo exemplo, com certeza influencia e/ou incentiva a muitos dos seus seguidores a fazerem o mesmo, e a prova estamos vendo nas constantes festas e comemorações que semanalmente estão sendo fechadas pela polícia. E continua fazendo pior, recomendando drogas para tratamento precoce da Covid-19, que não têm qualquer comprovação científica de eficácia, em qualquer fase da doença. Isso é caso de ser processado por atentado à saúde pública. Não vou nem falar em “impeachment”, pois que o mesmo já acumula mais de dez pedidos no Congresso Nacional.

Registramos recentemente a média de 2.300 mortes no Brasil, o que é mais que o dobro do segundo colocado no mundo, os Estados Unidos, com 978.

O seu comportamento torto e torpe, começou a incomodar o alto escalão das forças armadas, que colocando seus cargos à disposição, transformou-se na pior crise institucional entre o Poder Executivo e o Poder Militar, reafirmando-se este como um poder de Estado, e não de Governo, como quer o Presidente. Aliás, o general Edson Pujol, comandante do Exército afastado pelo presidente do qual foi colega de turma, chegou a afirmar que quando a política entrar pelas portas da frente dos quarteis, a indisciplina e a insubordinação saem pelas portas dos fundos; e esta foi uma das razões da antipatia do capitão pelo general.

Amigos e amigas, o sentimento predominante na sociedade é de apreensão, frente aos arroubos irresponsáveis do presidente. Esta semana ele irá a Chapecó porque o prefeito atribuiu a queda dos níveis da covid-19, principalmente ao uso do tratamento precoce. Pode um país confiar nesse elemento?

 

WILTON OLIVEIRA

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Um país desassistido

 



DIÁRIO DE UM CIDADÃO

Um país desassistido

15.01.2021


Estamos assistindo estarrecidos às últimas notícias sobre a situação sanitária do Estado do Amazonas, região falida de leitos e de oxigênio, gás vital que Bolsonaro está sendo obrigado a aceitar de Maduro, seu inimigo venezuelano, por absoluta incapacidade de suprir às necessidades do estado em agonia. Uma lástima política para ele.

Enquanto isso, a Índia recusou-se a fornecer dois milhões de doses prometidas ao Brasil, e o avião fretado para tal serviço ainda está em Recife, deixando o governo, no momento, apenas com a coronavac de origem chinesa, e para a qual o inimigo das vacinas do Planalto, torce o nariz, e não acena para qualquer planejamento que indique uma data confiável de início dessa vacinação tão esperada por todos.

Hoje assistimos a outra demonstração de desapreço a Bolsonaro, um panelaço em todo o país, que pode reforçar os 22 pedidos de impeachment que estão na mesa da presidência da Câmara dos Deputados.

Em paralelo segue o presidente mentindo descaradamente pelas poucas mídias que ainda lhe dão microfone, tentando desmoralizar a vacina como solução sanitária para a população, e descendo a ladeira da popularidade inclusive junto a quem lhe apoiou.

O governo procurou esconder o quanto pode, a quantidade de vítimas da covid-19, sonegando o Ministério da Saúde os números enviados pelos estados e municípios, obrigando toda a imprensa a organizar um consórcio para informar ao público em geral.

Enfim, estamos sem um presidente a quem possamos respeitar por suas atitudes de estadista, e nos defrontamos com casca dura, líder de uma família de filhos a quem a Justiça aponta como fortes suspeitos de realizar atos de corrupção e ilegalidades diversas.

Estamos bem servidos, amigos?

WILTON OLIVEIRA

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

A TRANSIÇÃO DE UMA ERA

 

ODISSÉIA SENTIMENTAL

A TRANSIÇÃO DE UMA ERA

05/10/2020

  Com a pandemia que se instalou no mundo e no Brasil, a cada dia que passa estamos percebendo que não somos mais os mesmos de antes; nem existem mais os mesmos de antes, pois estes já não estão mais entre nós; também as famílias com suas dores, o comércio, a indústria, os poderes constituídos e as relações entre os mesmos. Mudou a forma de aproveitarmos o nosso lazer, assistirmos a um espetáculo, frequentarmos um bar, um restaurante, sairmos às compras. Mudou a forma de como boa parte dos trabalhadores executa sua produção; muitos totalmente em casa; poderíamos imaginar algo assim? Jamais me imaginei ausente de um aniversário de um membro da família ou amigo, ou deixando de os visitar quando doentes.

São muitas as mudanças, algumas imperceptíveis hoje, mas que ao longo do tempo provocam estremecimentos entre os casais, esteios da família e da sociedade. O número de separações cresceu mais de 30% na pandemia, assim como a violência contra a mulher. Os templos religiosos foram fechados, dificultando a observância de cada um de seus deveres para com a sua própria igreja. Observem o comércio de conveniência nas redondezas de sua casa, e vejam quantos estabelecimentos fecharam ou dão sinais de.  Até julho, mais de 700.000 empresas fecharam as portas desde o início dessa catástrofe que se abateu no Brasil; a taxa de desemprego está em mais de 13%, o que afasta do mercado formal mais de 9 milhões de trabalhadores. Não poderíamos imaginar nada pior em tão pouco tempo.

Cicatrizes na alma, nos relacionamentos pessoais, comerciais, financeiros, intelectuais, já estão fincados no nosso ser e assim permanecerão por um longo tempo, que só o nosso bom Deus sabe quanto. Aliás, é a Ele que temos que recorrer, pois ao povo em geral muito pouco de socorro efetivo é chegado para sustentar tantas adversidades em tão pouco tempo.

E que esse Deus nos ajude, com a intercessão de Nossa Senhora Aparecida!

WILTON OLIVEIRA

odisseiasentimental@blogspot.com.br


sábado, 20 de junho de 2020

O QUE É SER DE ESQUERDA OU SER DE DIREITA


ODISSEIA SENTIMENTAL


O que é ser de esquerda ou ser de direita

20/06/2020

Banco de imagens : mar, agua, vento, navio, transporte, veículo ...Desde quando acompanho a política de um modo geral, especialmente a do Brasil, jamais os termos “direitista” ou esquerdista” estiveram tão distantes um do outro, separados por sentimentos e manifestações de ódio, que desde as últimas eleições, já terminaram com muitas amizades e até laços familiares foram desfeitos.

Mas, o que é “ser de esquerda” ou ser de direita” ? Essas ideologias foram criadas durante as assembleias na França do século XVIII. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1799).

Com a Assembleia Nacional montada para criar a nova Constituição da França, as classes mais ricas, partidárias do rei não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito do presidente da Assembleia, de modo a evitar os gritos, os juramentos e indecências que tinham rédea livre no lado oposto. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao conservadorismo da elite francesa.

Com o passar do tempo, as duas expressões passaram a ser usadas em outros contextos. Atualmente, por exemplo, os partidários que se colocam contra as ações do regime vigente (oposição) seriam entendidos como “de esquerda” e os defensores do governo em vigência (situação) seriam a ala “da direita”. Embora os dois lados realizem reformas, uma diferença seria que a esquerda busca promover a justiça social enquanto a direita trabalha pela liberdade individual. 

Passados 221 anos da revolução francesa, ao invés de estarmos mais unidos, abrimos um espaço ainda maior entre os dois lados, e essas ideologias conflitantes espalharam-se pelo mundo nos dias atuais. Entretanto, aqui no Brasil, criou-se um sentimento forte de ódio, nascido ou saído do armário a partir da eleição de Bolsonaro. Tal sentimento de repulsa por quem não apoiou o estagiário presidente, jamais foi visto neste país. E essa radicalização foi e continua sendo alimentada por um tal gabinete que dispara milhares de fake news, dividindo ainda mais a população, que na sua imensa maioria só deseja saúde, emprego e segurança. Infelizmente o nosso presidente não é da paz, foi formado para a guerra como ele mesmo já disse.
WILTON OLIVEIRA

terça-feira, 2 de junho de 2020

Tempos intranquilos , insuportáveis


ODISSEIA SENTIMENTAL

TEMPOS INTRANQUILOS, INSUPORTÁVEIS

02/06/2020
Barco a vela Papel de Parede HD | Plano de Fundo | 2560x1920 | ID ...Sexta-feira, 22 de maio de 2020 foi um dia em que as repercussões da divulgação de um vídeo de uma aglomeração de funcionários públicos, apelidada de reunião ministerial, de baixíssimo nível, me atingiram bastante, causando-me uma intranquilidade imensa quanto às consequências políticas, sociais e também econômicas. Naqueles momentos reportei-me às angústias que vivi em 1968, quando ainda estava na faculdade. Foi muita baixaria naquela reunião, em nível incompatível com a posição dos seus participantes, quando a democracia foi atacada em vários momentos, com ameaças diretas a governadores e prefeitos (ameaçados de prisão pela ministra da cidadania) aos ministros do Supremo Tribunal Federal, a quem o ministro da educação chamou de “vagabundos”, e ao poder legislativo que o ministro do meio ambiente sugeriu que se aproveitasse o momento dessa pandemia para tentar fazer aprovar projetos de interesse do governo, a toque de caixa.
A minha antipatia a esse capitão alçado a presidente, aumenta na mesma ordem em que aumenta a rejeição dos eleitores à sua administração.
Meu Deus! Será possível que merecemos um incompetente como esse Bozo, que passa as 24 horas do dia planejando ações para proteger a sua família, esquecendo que foi eleito como presidente de todos os brasileiros? Os 27% que ainda apoiam ele, é movido pelo veneno do ódio, do espírito ditatorial, do racismo, da misoginia e da ignorância.
Amigos e amigas, senti muita intranquilidade quanto ao nosso futuro político, econômico e social; as consequências negativas que se somam ao já alto nível de desemprego, empresas fechando as portas, cidadãos desesperados procurando a todo custo livrar-se da falta de recursos para sustentar a família, somados à insegurança sanitária e policial, causa-nos a pior das infelicidades.
A pandemia está causando a maior parte da nossa intranquilidade, estamos confinados em nossas casas (pelo menos a maior parte do tempo), longe dos familiares, amigos, ambientes alegres), muitos depressivos e sem perspectiva de solução a curto prazo, amigos e parentes morrendo à nossa volta, o PIB nacional se aproximando dos dois dígitos, a produção industrial caindo, o índice de emprego desabando, e o merda do presidente só se preocupa em implementar a ditadura e preservar a sua família, um bando de desequilibrados que desequilibram a nação.
WILTON OLIVEIRA
Odisseiasentimental.blogspot.com.br